60 Anos de missão no Brasil

As Irmãs Ministras dos Enfermos de S. Camilo – entre nós conhecidas como “camilianas” – festejam 60 anos de presença e de missão no Brasil. Com a participação da Madre Geral, celebraram missa de louvor e ação de graças no Santuário Sagrado Coração de Jesus no dia 11, domingo, às 8h.
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A Congregação foi fundada em Lucca, na Itália, pela Beata Maria Domingas Brun Barbantini, com o objetivo específico de socorrer as pobres enfermas, vítimas da epidemia de cólera em meados do século IXX, que ficavam como que abandonadas nos fundos das casas. As Irmãs, portanto, têm por ideal a prática do amor misericordioso de Deus nas criaturas mais necessitadas.

Em 27 de agosto de 1949, a pedido de Mons. Carlo Chiarlo, núncio apostólico e arcebispo da Bahia, seis religiosas embarcaram em Gênova/Itália e, após 14 dias de viagem, chegaram a Salvador. Aí lhes coube a administração e o cuidado dos doentes do Hospital Psiquiátrico Júlio Moreira.

 

As primeiras impressões e vivências não foram nada animadoras: desorganização generalizada, falta de limpeza, enfermos mal vestidos, alimentação precária, quando não inexistente… Enquanto conseguiam, pouco a pouco, comunicar-se em português, foram organizando os serviços, melhorando as condições pessoais e materiais e distribuindo as tarefas nos vários pavilhões. Com a graça de Deus e muito empenho, operaram maravilhas de humanização e evangelização, tanto no hospital quanto na população circunvizinha.doente1

Com o decorrer do tempo, circunstâncias adversas fizeram com que as Irmãs deixassem essa missão e atendessem a um chamado de Aracaju/SE, onde existia, desde 1914, uma obra dedicada a meninas órfãs, que foi entregue aos cuidados das Irmãs, as quais ainda hoje continuam administrando-a.

Aos poucos, jovens brasileiras sentiram-se atraídas pelo carisma e espiritualidade da Congregação, decidindo abraçar a causa e permitindo que as Irmãs fundassem novas comunidades em vários estados e países: no Sergipe, além de Aracaju, Lagarto e Riachuelo; na Bahia, S. Gonçalo e Feira de Santana; no Paraná, Ubiratã; no Mato Grosso do Sul, Caarapó; no Rio Grande do Sul, Dois Lajeados, Montenegro e São Leopoldo; no Chile, Santiago; no Peru, Lima.

Em São Leopoldo, na rua Anchieta, 254 – bairro Cristo Rei – é a sede dessa grande Província Maria Domingas, atualmente integrada por 78 Irmãs.

A significativa característica da meritória Congregação é a prática do amor misericordioso para com os enfermos, particularmente os mais abandonados.

Completando essas Irmãs seis décadas de doação à causa da saúde e ao resgate da dignidade humana nestas plagas, é justo que a sociedade lhes tribute homenagens de reconhecimento e gratidão, bem como lhes augure as bênçãos de Deus.

Adelhardt Nelson Mueller, – professor aposentado
As Irmãs Ministras dos Enfermos de São Camilo celebram neste ano 60 anos de presença e missão no Brasil Em 1949, a Madre Geral, Eletta Perfetti, atendeu ao pedido feito pelo arcebispo da Bahia núncio apostólico Monsenhor Carlo Chiarlo, para que as Irmãs assumissem a administração e os cuidados aos doentes do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira.

As Irmãs Maddalena Benedetti (superiora – hoje ainda viva com 94 anos de idade e residindo em Lucca, na Casa Betânia), Ir. Gesualda Ghedini, Ir. Valeria Bertolini, Dorotea Lago, Antonia Lucchini (falecidas) e Santina Orlandi (ainda viva e atuante, na cidade de Lucca) embarcaram no Porto de Gênova, em 27 de agosto de 1949, rumo ao Brasil. Viajaram durante 14 dias, chegando a Salvador dia 10 de setembro. Quem as esperava era o arcebispo da Bahia Dom Augusto Álvares da Silva, o diretor do Hospital, Dr. Camargo e alguns sacerdotes. Como as acomodações para as Irmãs não estavam prontas, foram hospedadas por religiosas da Bahia. Em 10 de outubro, as Irmãs se instalaram nas dependências junto ao Hospital.

Com a graça de Deus as Irmãs fizeram maravilhas, mas pouco a pouco se tornou impossível, pelo tipo de destinatários da Missão e preparação profissional e a falta de recursos de sobrevivência. Receberam um convite para assumir a missão em Aracaju e o conjunto Sanatorial para 1.500 enfermos (tuberculosos), em Curicica no Rio de Janeiro.

Pouco a pouco as vocações foram surgindo e as comunidades se multiplicando como presença, em Dois Lajeados, São Leopoldo (Sede) e Esteio no Rio Grande do Sul; Jaguaruna – SC, Riachuelo e Lagarto, em Sergipe; Ubiratã, no Paraná, São Gonçalo e Feira de Santana, na Bahia; Belo Horizonte – MG e Santiago do Chile e, por último, Caarapó, no Mato Grosso do Sul.

Na Culminância destes 60 anos de presença das Irmãs Ministras dos Enfermos no Brasil, nasce a comunidade caçula no Peru, na periferia de Lima – nos Bairros Altos, lugar de extrema pobreza e de outros desafios que fazem parte daquele contexto de marginalidade. Uma obra da Arquidiocese para acolher 80 a 100 doentes pobres entre os mais pobres em regime de abrigo transitório. A mesma será inaugurada dia 18 de julho com as Irmãs Dilce Pasini, Jacinta Rampazzo e Sonia Maria Lima.

Com a presença da Madre Geral Ir. Juliana Fracasso e com a Assembléia da Província, no dia 11 de outubro do corrente ano, teremos a Celebração Solene de Ação de Graças, às 08 horas, no Santuário Sagrado Coração de Jesus, anexo ao Túmulo Pe. Réus, em São Leopoldo.

Convidamos a todos e todas a expressar todo louvor e gratidão a Deus, junto com a alegria da nossa Fundadora a Bem-Aventurada Madre Maria Domingas Brun Barbantini e todas as Irmãs que já nos precederam.

Com o mesmo carinho de sempre

Ir.Marisa Inez Mosena

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