São Leopoldo – RS

ASSIM COMEÇOU A HISTÓRIA DA COMUNIDADE: COM A CHEGADA DAS IRMÃS AO NORDESTE DO BRASIL

Uma história de amor pelo Brasil!

Em 1949, a Madre Geral, Eletta Perfetti, atendeu ao pedido feito pelo arcebispo da Bahia, Núncio Apostólico Monsenhor Carlo Chiarlo, no sentido de que as Irmãs assumissem a administração e os cuidados aos doentes do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira. A aceitação do convite esteve condicionada à dispensa pontifícia da regra que impedia as Irmãs de prestarem assistência a doentes mentais. Neste sentido, o arcebispo da Bahia enviou uma carta a Roma, que concedeu a dispensa em 13 de novembro de 1948.

As Irmãs Madalena Benedetti (superiora – hoje ainda viva, com 94 anos de idade e residindo em Lucca, Itália), Ir. Gesualda Ghedini, Ir. Valeria Bertolini, Ir. Dorotea Lago, Ir. Antonia Lucchini (falecidas) e Ir. Santina Orlandi (ainda viva e atuante na cidade de Lucca) embarcaram no porto de Gênova, em 27 de agosto de 1949, rumo ao Brasil. Depois de 14 dias de viagem, chegaram a Salvador em 10 de setembro, às 20 horas. Quem as esperava era o arcebispo da Bahia, Dom Augusto Álvares da Silva, o diretor do Hospital, Dr. Camargo, e alguns sacerdotes. Como as acomodações para as Irmãs não estavam prontas, foram hospedadas por religiosas da Bahia.

“A primeira impressão do hospital não foi nada agradável: enfermarias sujas, doentes mal vestidos e uma cozinha que desencorajava o apetite de qualquer pessoa. Enquanto aguardavam a transferência definitiva para seus alojamentos junto ao hospital, as Irmãs aproveitaram o tempo para aprender o português e confeccionar roupas brancas que substituiriam o hábito negro.” (crônica da Província)

A acomodação das Irmãs junto ao hospital deu-se no domingo de 10 de outubro, com a participação do arcebispo, que celebrou uma missa e abençoou a clausura. O Hospital Juliano Moreira estava dividido em diversos pavilhões. As Irmãs se organizaram, cada uma encarregando-se de um deles: pavilhão das mulheres, pavilhão dos homens e doentes crônicos; outra, da direção, da rouparia e lavanderia; outra, da cozinha, enquanto que a superiora assumia o pavilhão dos criminosos, ao mesmo tempo em que cuidava da organização do pessoal.

O trabalho de organização do pessoal e material era acompanhado pela assistência religiosa. Ensinavam os pacientes a rezar e cantar como também ensinavam o catecismo e a importância dos sacramentos aos funcionários. Ao final de todas as tardes, o capelão transmitia a Ave Maria a todos os pavilhões por meio de um alto-falante e, aos domingos, a Missa era transmitida pelo mesmo meio. A pobreza e a falta de instrução religiosa da população das proximidades chocaram as Irmãs que levaram o catecismo às crianças da região.

Em março de 1950, duas Irmãs adoeceram de tifo. A superiora informou o fato à Superiora Geral e pediu a vinda de mais três Irmãs. Em junho, chegaram da Itália as Ir. Alfonsa Piccin e Teresina Panarotto.

Decorridos já dois anos da presença delas no Brasil, algumas jovens manifestaram o desejo de entrar na Congregação. Nessa época as Irmãs tiveram conhecimento de que em Estância, Sergipe, estava sendo construído um asilo para o qual se buscava o trabalho de religiosas. As Irmãs foram aceitas pelo diretor da instituição, porém, ao pedir autorização do bispo, este lhes fez ver que melhor seria exercer seu ministério na capital do Estado, em Aracaju, onde, desde 1914, existia uma instituição dedicada ao cuidado de meninas órfãs. Ali onde elas continuam até hoje.

Vindo ao Brasil para visitar as Irmãs, a Superiora Geral, Eletta Perfetti, acompanhada por Ir. Antonieta Pasquelli, tomou conhecimento das dificuldades que enfrentadas na administração do hospital. A situação era muito precária, pois devido à falta de interesse governamental, os doentes e os funcionários careciam até mesmo de comida. Naquele período, veio uma carta do secretário do Núncio Apostólico com o pedido para que as religiosas se ocupassem da assistência no “Conjunto Sanatorial de Curicica”, para os tuberculosos. Considerando a difícil situação das Irmãs no Hospital Psiquiátrico, a Superiora Geral decidiu que elas se transferissem para o Rio de Janeiro.

O Arcebispo da Bahia desejava que as religiosas atendessem a ambos os hospitais, mas isso lhes era impossível devido ao reduzido número de Irmãs. Em agosto de 1953, finalmente se estabeleceram no Rio de Janeiro. Já assumidas as missões de Aracaju e Rio de Janeiro, a próxima foi o hospital de Dois Lajeados, no Rio Grande do Sul, onde as Irmãs foram muito bem acolhidas, mas não sem dificuldades, pois precisaram assumir toda a organização do Hospital ainda em construção e mobiliá-lo, sempre pedindo favores e ajudas que as pessoas, em sua grande generosidade, não se negavam a dar. Sofreram frio, fome, dificuldades de diferentes tipos, mas pouco a pouco tudo foi se encaminhando. E dessa comunidade surgiram as primeiras Irmãs gaúchas.

DEPOIS DESSA LONGA TRAJETÓRIA, AQUI CHEGAMOS: SÃO LEOPOLDO – UM NOVO HORIZONTE!

Toda nova fundação traz seus desafios; na fé, porém, tudo é superado. Depois da Comunidade de Dois Lajeados, a Congregação, no Brasil, foi estendendo os braços e alargando o coração para o povo de São Leopoldo. Vendo as exigências da formação, melhor dizendo, a necessidade de se ter uma Casa de Formação para as jovens vocacionadas que estavam surgindo, como também ampliando o horizonte pastoral das Irmãs, com a perspectiva de realizar os atendimentos às pessoas que necessitassem, de dar testemunho de vida religiosa e assumir uma obra social (posteriormente elas assumiram a missão no Hospital de Esteio), as Irmãs estavam buscando outro local para ampliar a sua presença.

Como nunca faltou a providência de Deus, sempre surgia em algum lugar uma luz e, nesse tempo, o Pe. Luís Adami, SJ, ao ser convidado a pregar um retiro para as Irmãs em Dois Lajeados, percebeu também essa grande necessidade, ajudando nos encaminhamentos para a aquisição da nova casa. Com a graça de Deus e ajuda daqueles que foram tocados por Ele, as Irmãs compraram a antiga chácara dos padres jesuítas “Vila Gonzaga”  situada na rua Pe. Reus, em São Leopoldo, passando a formar a nova comunidade no dia 31 de maio de 1960. Grandes eram as dificuldades, porém maior era a fé, a confiança em Deus, que impulsionava a caminhar sempre para frente. Foram muito incentivadas, nesse início de missão, pelos padres Luís Adami, Cândido Santini, Alberto Braun, todos eles jesuítas.

Posteriormente, com pagamento a longo prazo, foi adquirido um novo terreno, também pertencente aos jesuítas, no bairro Cristo Rei. E foi começada a nova construção, que é hoje a Sede Provincial. Antes de a casa ser concluída, as Irmãs passaram a residir nela, pois o prazo da venda e entrega da “casa velha” aos compradores havia esgotado. Ainda com a construção em andamento, foi celebrada a primeira missa pelo Pe. Balduino Kipper, sj, no dia 13 de agosto de 1975. Todavia, foi escolhido como data de inauguração o dia 22 de maio de 1977. Muitos outros jesuítas prestaram sua assistência espiritual pessoal ou à Congregação; destacamos, além dos acima citados, outros capelães nesses últimos vinte anos: Pe. Luís Adami (in memoriam), Pe. Inácio Spohr e Pe. João Quirino Weber, que é o atual capelão há dez anos.

RELEMBRANDO A HISTÓRIA DOS ÚLTIMOS VINTE ANOS

Em 1989, um ano de retomada da nossa caminhada e de estudo sobre mudança de hábito, a comunidade já estava com novo vigor e composta das seguintes Irmãs:

* Ir. Tomasina Gheduzzi * Ir. Marisa Inêz Mosena * Ir. Celite Maria Frare * Ir. Maria José Roman Rós * Ir. Jovilde Ana Scalco * Ir. Maria Tavella * Ir. Luisa Cavalli * Ir. Teresa Salvagni * Ir. Lucilda Selli * Ir. Mercedes Zens.

sl01Nós saudamos a todas as Irmãs e Noviças que fizeram parte de nossa história, presentes ou não, nesta foto.

Destacamos, além das Irmãs acima citadas, outras que residiram nessa casa, no decorrer dos últimos vinte anos e que assumiram sua missão na comunidade da Sede Provincial nos seus diversos setores e respectivas atividades: Ir. Juliana Fracasso, Ir. Elisabete Cavalli, Ir. Rosa Lazzari, Ir. Georgina Barbosa, Ir. Sônia Paulina Freitas, Ir. Pierina Comim, Ir. Nelcinda Becker, Ir. Nelsira M. Lazzarotto, Ir. Marlene Becker, Ir. Maria Alice da Silva, Ir. Lúcia Selli, Ir. Maristela Oliveira, Ir. Joana Rampazzo, Ir. Luzivane Pereira Costa, Ir. Adiles T. Schäfer, Ir. Miriam T. Beuren, Ir. Célia Luisa Araújo do Carmo, Ir. Marli Jahn, Ir. Eleta Scalco, Ir. Camila Capitâneo, Ir. Lourdes Luis Marinho, Ir. Dilce Pasini, Ir. Nilza Terezinha Scalco, Ir. Fátima Aparecida Vieira Santos, Ir. Maria de Fátima Ramos, Ir. Antônia Deitos, Ir. Beatriz de Marco, Ir. Lucila Balbinot, Ir. Ana Maria de Lima, Ir. Ana Comim, Ir. Mônica Occhi, Ir. Patrícia Araújo, Ir. Leonilda Stella, Ir. Alfonsina Stella, Ir. Luzimare Matos Azevedo, Ir. Gláucia Zermiani, Ir. Iria Anschau, Ir. Ana Célia Costa Santana, Ir. Maria Inez Bondezan, Ir. Nádia Rosana de Jesus Santos. Além dessas, passaram também outras Irmãs vindas das missões ou de outras comunidades que permaneceram algum tempo na comunidade para retiros, encontros, assembleias, cultivo, situações de doenças etc.

A todas, a nossa gratidão pela missão desempenhada e pela presença marcante no meio de nós, sentindo-se também parte dessa comunidade.

A quem já passou por aqui e a quem continua, um brinde à vida, à nossa Comunidade e à nossa história! Um viva à vida, à nossa vida, à nossa história!

sl02Fim do ano 2008 – Comunidade antes das últimas transferências.

Hoje, a comunidade continua viva e atuante, embora um pouco mais reduzida, mas “tocando o barco para frente”, motivada pela graça e atuação do Senhor; estando assim constituída neste ano de 2009:

* Ir. Marisa Inêz Mosena (Sup. Provincial), * Ir. Mª Elenilza Silva Santos (Superiora local), * Ir. Josefa Oliveira da Silva (Conselheira local), * Ir. Geni Gema Bedin (Conselheira local), * Ir. Maria Tavella, * Ir. Rosana Lopes Araújo, * Ir. Donata Sant??™Anna Mattos, * Ir. Idília Dall??™Agnol, * Ir. Regina Ferrari, * Ir. Creuza dos Santos Farias, * Ir. Elizangela Silva Gomes, * Noviças: Luciana Souza Alves e Maraísa Souza Silva

Entre as Irmãs acima citadas, damos especial destaque àquelas que foram superioras provinciais: Ir. Tomasina Gheduzzi, por um período de nove anos; Ir. Juliana Fracasso – nove anos; Ir. Elisabete Cavalli – cinco anos; Ir. Rosa Lazzari – 7 anos; Ir. Marisa Inêz Mosena – atual Superiora Provincial, estando no seu quarto ano de exercício.

Que Deus as recompense e aos seus respectivos Conselhos, também as ecônomas e secretárias provinciais, por tão grande missão a serviço da vida da Província, da Congregação e, especialmente, da nossa Comunidade! Também nosso agradecimento a cada Irmã em particular pelo seu ser de Ministras dos Enfermos e seu desempenho na missão.

ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO DECORRER DA HISTÓRIA DA COMUNIDADE

Como Comunidade da Sede Provincial, um dos grandes objetivos é o de acolher bem as pessoas e as Irmãs que chegam de outras comunidades, além do encontro pessoal com cada uma, para atender as suas diversas necessidades. Nossa missão também está voltada para o cuidado com a vida de forma global, é a riqueza da graça de Deus em nosso coração e que se espalha através de nosso ser, dedicando-nos ao atendimento de enfermagem e coordenação dos funcionários junto à Casa de Saúde dos padres e irmãos jesuítas desde 02/01/1989; no CECREI (Centro de Espiritualidade Cristo Rei), na assistência em domicílio a doentes, idosos, famílias do Bairro e circunvizinhança, promovendo vida junto à Fraternidade de Doentes e Deficientes (FCD), participando dos grupos de reflexão da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), de Conselhos municipais, orientando pessoas do Bairro, envolvendo-se nas atividades administrativas da Província, na formação de jovens, na pastoral vocacional e catequética, palestras, pastoral da saúde, grupos de oração, atendimento ambulatorial, programação junto ao grupo de leigos da Família Maria Domingas (FMD), na animação litúrgica no Santuário Sagrado Coração de Jesus e na paróquia São José Operário, no bairro Fião, exercendo a função de ministras extraordinárias da Comunhão eucarística, ajudando nas ornamentações das igrejas etc., conforme a solicitação; além da organização da casa, cozinha, horta, costura, limpeza, capacitação técnica nas áreas exercidas e participação em tudo que faz parte do bom andamento da comunidade.

ALGUNS FATOS, ENTRE OUTROS, QUE CONSIDERAMOS IMPORTANTES NESSES ÚLTIMOS 20 ANOS

Estabelecemos comunhão com toda a Igreja, com nosso Papa anterior João Paulo II nos seus ensinamentos e também acompanhamos pela televisão seu falecimento em 01-04-2005; acolhemos o novo Papa Bento XVI, que esteve visitando o Brasil no ano de 2007, ano em que também fazíamos a festa de despedida da Ir. Tomasina Gheduzzi como Superiora Geral na sua visita às comunidades do Brasil e já nos preparávamos para acolher a nova Superiora que estava sendo gestada no Espírito Santo.

Madre Juliana com Bento XVI

Madre Juliana com Bento XVI

 

D. Mário Sivieri e Frei João Costa Nos 50 anos de VR das Irmãs
D. Mário Sivieri e Frei João Costa Nos 50 anos de VR das Irmãs

 

Para isto somos motivadas e motivadoras
Para isto somos motivadas e motivadoras

Pertencemos à diocese de Novo Hamburgo. Durante esses vinte anos, tivemos como bispos: D. Aloísio Sinésio Bohn, D. Boaventura Kloppenburg OFM, D. Osvino José Both e D. Zeno Hastenteufel e o falecimento de D. Boaventura neste ano de 2009; foi o primeiro bispo sepultado na Catedral de Novo Hamburgo.

Em nossa paróquia, além de outros acontecimentos anuais como caminhada de paróquia, houve a entrega da missão paroquial dos jesuítas para a Diocese, assumindo, então, os padres diocesanos. O atual pároco é o Pe. Alex Graminho Boardman.

Sempre tivemos o apoio e incentivo da Superiora Geral e Conselho. Nas Irmãs que compõem o Governo atual: Ir. Juliana Fracasso, Ir. Lauretta Gianesin, Ir. Teresa Salvagni, Ir. Teresa Nonglak e Ir. Patrízia Poerio, reconhecemos também toda uma missão realizada pelas anteriores nesses 20 anos: Madre Ernestina, Madre Tomasina e seus respectivos Conselhos.

Sentindo-nos parte da Congregação, nossa comunidade está sempre unida e acompanhando com a oração as novas comunidades que foram surgindo posteriores à nossa, nas cidades de Esteio/RS, em 1967; São Gonçalo dos Campos/BA, em 1989; Feira de Santana/BA, em 1998; Belo Horizonte/MG, em 1998; Santiago/Chile, em 2005; Caarapó/MS, em 2002 e a mais nova comunidade que está sendo gestada em Lima, capital do Peru. Ocorreu também a mudança da comunidade do Rio de Janeiro, de Curicica para a Tijuca, e o fechamento das comunidades de Jaguaruna/SC, de Esteio/RS e de Barão/RS. Após a venda da casa de Barão, foi comprado o primeiro cantinho de lazer: “Recanto Conviver”, em Montenegro/RS, ficando as comunidades da Sede e de Montenegro encarregadas de zelar por ele. Mencionamos também nossa participação nos jubileus de prata e de ouro em algumas comunidades, bem como o jubileu de ouro da presença das Irmãs no Brasil. Agora celebramos os 60 anos dessa presença.

Nossa Província, formada atualmente por 78 Irmãs, sempre esteve disponível para atender às necessidades da Congregação. Hoje, com alegria e louvor, temos a primeira Superiora Geral brasileira. Temos enviado Irmãs para as missões. Algumas estão exercendo o ministério da Misericórdia para com os enfermos em diversos países de missão: uma no Haiti, uma no Quênia, três em Santiago do Chile, três estarão partindo dia 18 de julho/2009 para fundar uma comunidade na periferia de Lima/Peru e oito estão em diferentes ministérios na Itália, inclusive a Superiora Geral, Ir. Juliana Fracasso, a Secretária Geral, Ir. Teresa Salvagni, e a Mestra das postulantes, noviças e junioristas, Ir. Celite Frare.

Como Igreja, como Congregação e em comunhão com a CRB, vamos construindo história, acreditando no Senhor, que nos chama, consagra e envia como discípulas missionárias.

No decorrer desses anos, também enfrentamos vários desafios e situações que só a graça de Deus superou, como foi o acompanhamento a várias Irmãs em tratamento de saúde, mantendo plantões permanentes nos casos de maior gravidade. Algumas faleceram: Ir. Maria do Carmo Vidal, em 1995; Ir. Elisabete Cavalli, Superiora Pró-Provincial na época, em 1998, por acidente; Ir. Paula Dalberto, missionária na Tailândia e Albânia, em 1999; Ir. Ana Comim Sobrinha, em 2002; Ir. Leonilda Stella, em 2008; Ir. Lucilda Selli, em 2009. Todas elas foram cuidadas pelas Irmãs da Comunidade da Sede Provincial, das comunidades vizinhas e por outras que aqui estavam de passagem, bem como por familiares.

Foram anos de muitas perdas, desistências de Irmãs e jovens, mortes, também dificuldades no setor financeiro, não esquecendo as realidades mundiais que direta ou indiretamente nos afetaram; nunca, porém, faltou a graça e a força de Deus e, assim, mesmo sendo poucas, pudemos também celebrar e transmitir muita vida!

Foto Provincial e Jubilandas/50 anos - VR - 2009
Foto Provincial e Jubilandas/50 anos – VR – 2009

Entre vários acontecimentos de louvor, destacamos: capítulos gerais e provinciais; assembleias, novenas, encontros, retiros, CACREV (Curso de Animação e Crescimento Vocacional) sl10.jpg, 58kB
e outros momentos de oração; a missão desenvolvida no dia a dia por cada uma; as Irmãs enviadas em missão; abertura ao novo na Igreja, na Congregação e no mundo; o querer-bem; a vivência do carisma da misericórdia; os cursos na área religiosa e profissional, graduação, especializações; atuação na pastoral vocacional da Diocese e congregacional; reformas na casa: telhado, alguns pisos, lavanderia, galpão, garagem, gruta e aquisição de equipamentos, tudo para melhor acolher e servir; recebimento de doações por parte da Adveniat, do Pe. Leonardo Gregostch e outros diversos benfeitores com bens materiais e espirituais. Outrossim, tivemos a colaboração dos Afonsinos nos trabalhos de horta e jardinagem, sendo posteriormente contratado para esses serviços um funcionário fixo; por um período de tempo, tivemos também uma funcionária registrada para os serviços de cozinha. Lembramos aqui ainda a vida presente nos grupos de formação inicial e de jovens vocacionadas; o surgimento da Família Maria Domingas (FMD) e conseqüentes assembleias; as profissões religiosas e renovações de votos; profissões perpétuas de várias Irmãs; celebração de 25 anos de vida religiosa de 38 Irmãs e de 50 anos de VR de outras seis, pioneiras no Brasil: Ir. Auxiliadora Ferreira Santos, Ir. Gema Santos Silva, em 2005, e Ir. Maristela Oliveira, Ir. Arlinda Roberto Santos, Ir. Bernadete Vasco Pereira e Ir. Donata Sant??™Anna Mattos, em 2009 (esta última fazendo parte da comunidade atual). Registramos também os momentos de lazer da comunidade, contribuindo para isso a compra do “Recanto Conviver” em Montenegro/RS.

Tudo foi motivo de dar glórias ao Senhor pelos seus grandes feitos à nossa vida pessoal e comunitária, utilizando-nos como seus instrumentos de ação. Comunidade, Província, Congregação, Igreja: um só coração e uma só alma!

“Por tudo, dai graças, dai graças por tudo, dai graças”

Com este refrão do canto de ação de graças, queremos entoar nosso louvor a Deus, com muita gratidão por todo bem que Ele realizou em nós e em nossa comunidade, como também por toda força, coragem e sustentação que Ele nos dispensou nas horas mais difíceis. Agora e sempre, por toda a vida, obrigado, Senhor!

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor e jamais te esqueças de nenhum de seus benefícios!”

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