Dois Lajeados – RS

COMUNIDADE SÃO ROQUE – DOIS LAJEADOS BERÇO DA  CONGREGAÇÃO NO RIO GRANDE DO SUL

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Pela história, sabemos que nem sempre é fácil discernir se convém ou não assumir uma obra, um campo de trabalho. Os dados que temos, nos mostram que as Irmãs até então estavam desenvolvendo sua missão no Nordeste e no Rio de Janeiro. Ouvindo apelos e desejando expandir-se, a Congregação foi conduzida pela mão de Deus para o Sul. Dois Lajeados foi o local contemplado para realizar o sonho do povo e do pároco, Pe. Aroldo Murer (carlista), de terem em seu meio a presença de Irmãs. O pedido já havia sido encaminhado ao Arcebispo de Porto Alegre, Dom Vicente Scherer, o qual estava aguardando que alguma congregação religiosa se apresentasse. A Providência divina se encarregou e conduziu as Ministras dos Enfermos até ele. O Arcebispo as encaminhou para Dois Lajeados. Podemos imaginar a alegria do Pe. Aroldo e do povo quando se espalhou a notícia. A missão, o campo de trabalho estava aberto!

No dia 15 de julho de 1956, a Superiora Geral, Ir.Imelda Campanelli, acompanhada da Ir. Madalena Benedetti, visitou o pároco, expressando o desejo de que a Congregação crescesse e se tornasse conhecida em terras gaúchas. A proposta veio ao encontro das necessidades da comunidade, sendo que a presença das Irmãs somaria forças e a estimularia na construção do hospital para, posteriormente, agilizar todos os serviços de atendimento aos doentes e pastorais.dl2

Em 20 de junho de 1958, chegaram as primeiras Irmãs nas terras gaúchas: Ermínia Lenci, Damiana Fabbri, Gema Santos Silva e Genésia Fontes. Foram acolhidas na primeira noite pelas Irmãs carlistas. E, no dia seguinte, o Pe. Aroldo Murer, muitos paroquianos e crianças, ao toque dos sinos, acolheram-nas à frente da igreja, oferecendo flores na alegria de sua chegada. Ficou oficialmente registrada a abertura da comunidade no dia 22 de junho de 1958.

Além da presença no hospital, as Irmãs organizaram o jardim de infância, dedicaram-se à pastoral paroquial, preparação da liturgia, cantos, catequese, ornamentação e outros. dl3

Com a presença das Irmãs, logo foram aparecendo as primeiras candidatas gaúchas à vida religiosa e, com o passar dos anos, o ambiente se tornou pequeno para acolhê-las. A Providência, então, se fez presente novamente na pessoa do Pe. Luís Adami SJ, grande benfeitor, abrindo caminhos para a aquisição de uma casa em São Leopoldo.

E A MISSÃO CONTINUA.

Em 1987, a missão das Irmãs em Dois Lajeados continua intensa e participativa em todas as atividades pastorais. Prossegue a coordenação da catequese paroquial, participação na liturgia e canto, atividades na pastoral da saúde, muito envolvimento com o povo e comunhão com o pároco. Nesse período, após o suicídio do único médico atuante no hospital, a viúva do mesmo fez acusação ao hospital, exigindo ressarcimento de direitos empregatícios do marido e causando um grave processo e ônus para o hospital. Uma Irmã participou nos depoimentos e defesa do hospital.

Teve início nesse período um pequeno posto de saúde na vila de Dois Lajeados, sendo que uma Irmã foi a primeira a atuar no mesmo.

No decorrer desse ano, ocorreu a visita da Madre Geral, Ir.Ernestina Rossetti, com a Ir. Teresinha Panarotto, a qual estivera à frente da missão do Brasil como missionária. E, em setembro, aconteceu a emancipação municipal de Dois Lajeados. Antes, as Irmãs administravam o hospital e tudo estava sob a responsabilidade delas. A partir dessa época, deixaram a administração para um leigo, mas elas continuavam com todas as lideranças.

Ainda em 1987, as Irmãs receberam a doação de um terreno que continua propriedade da Congregação.

Um ponto relevante da comunidade das Irmãs e do povo foi a chegada da imagem de Nossa Senhora Aparecida, que peregrinou abençoando todas as nossas comunidades.

Nessa época, as Irmãs tinham poucas oportunidades de celebrar a Eucaristia, mas assim mesmo no ambiente hospitalar havia muitas celebrações de vida com os médicos e funcionários.

No final de 1988, com a mudança da legislação hospitalar, exigiram a presença de uma enfermeira no hospital; foi quando uma Irmã assumiu essa responsabilidade. E, entre as pastorais, era intensa a vocacional, também nas capelas e nas escolas. Até 1989, as Irmãs moravam numa ala dentro do hospital. O pároco sugeriu que fossem residir na casa ao lado, pois o ambiente era melhor. Todo o povo colaborou numa rifa, além de realizar um baile beneficente para angariar fundos e reformar e mobiliar a casa. Outros motivos de grande alegria nesse ano foram: o recebimento da primeira ambulância do hospital e a mudança das Irmãs para a casa reformada, em 21 de agosto de 1990, onde se encontram ainda hoje.

O ano de 1991 foi o ano em que as Irmãs participaram, em grupos, do CACREV promovido pela Província. Também aqui sempre participaram da vida e caminhada do hospital, e nesse período iniciou uma fase econômica mais difícil devido à troca de governo e às alterações na saúde pública. Na direção do hospital, as Irmãs sempre estavam em busca de alternativas para superar crises e levar em frente o atendimento. O povo, colaborando especialmente com produtos coloniais e outras ajudas. Intensificou-se a formação técnica e humana dos funcionários, procurando estruturar cada vez melhor os serviços internos do hospital.

Em 1992, pela primeira vez, uma Irmã, como integrante da Secretaria da Saúde, participou de uma sessão da Câmara de Vereadores. Também se iniciou a Semana da Enfermagem com atividades, sendo o Município sede da primeira conferência municipal de saúde. O hospital, sob a liderança das Irmãs, em conjunto com a Prefeitura, realizou a primeira feira da saúde com presença maciça do povo. Com a participação sempre crescente do povo, as Irmãs iniciaram a representação no Conselho Municipal de Saúde.

Um momento emocionante foi o nascimento do prematuro Camilo, que estava à beira da morte; no entanto, na hora do Batismo, se reanimou; foi, então, levado a Porto Alegre, recuperando-se muito bem. Hoje está com perfeita saúde.

Em 1995, as Irmãs receberam a grande notícia da Beatificação da Fundadora, o que foi motivo de intensa alegria e de celebração com o povo. Uma Irmã desta comunidade participou da Beatificação em Roma.

O ano de 1995 foi de progressos, como o início do atendimento no laboratório de análises clínicas, anexo ao hospital. Mas foi também de sérias crises na condução do hospital que foi descredenciado do SUS. Diante disso, a diretoria e as Irmãs movimentaram o Poder Público e conscientizaram o povo em busca de soluções. Para melhorar o atendimento, foi promovido um treinamento dos funcionários para a qualidade total do hospital, conforme se impunha na época. Muitos momentos celebrativos, de convivência com as famílias e confraternizações caracterizaram esse período. Uma das metas da missão das Irmãs no hospital sempre foi formação do pessoal e de voluntários; e na paróquia, a promoção de cursos de batismo e outros.

O ano 1998 foi o ano celebrativo dos 40 anos da chegada das Irmãs ao hospital. Nesta ocasião, o Pe. Sérgio Geremia, filho desta terra, presidiu a Santa Missa, durante a qual entregou 40 rosas às Irmãs, lembrando o evento. Na Câmara de Vereadores, receberam a placa homenageando os 40 anos de sua presença em Dois Lajeados.

Um evento importante aconteceu em S. Valentim: a Romaria da Vida e da Família, na qual as Irmãs marcaram presença e atuaram na enfermagem durante o dia do evento. Aliás, elas sempre estiveram presentes nas doenças, no luto e também nos momentos de lazer e alegria das famílias.

Em 2000, elas colaboraram muito na ampliação do hospital e na compra de equipamentos. Nessa época, foram acolhidas, na comunidade, várias jovens que desejavam conhecer melhor a Congregação. E em 2001, uma Irmã começou, na paróquia, a formação do grupo da Infância Missionária, que até hoje continua.

Em agosto de 2002, formou-se o grupo da Família Maria Domingas de Dois Lajeados. E em 2005, vivenciamos a grande celebração dos 50 anos de fundação do hospital. Nesse ano, veio em visita à comunidade a Ir. Gema Santos Silva e a Ir. Auxiliadora Ferreira Santos, visita esta que lhes foi proporcionada como presente pelo Jubileu de Ouro de vida religiosa. Ficaram felicíssimas. Ainda nesse ano, entramos em união com toda a Igreja com a morte do Papa João Paulo II e a eleição de Bento XVI.

Em 2006, foi renovada a presidência do hospital, elegendo-se um leigo para a função, até então exercida pelo pároco.

Em 2007, foi a abertura solene do ano jubilar (50 anos) da chegada das Irmãs ao hospital. Foi também o ano de preparação para o XXX capítulo geral ordinário. Outrossim, uma Irmã submeteu-se a uma cirurgia de grande risco, devido a um aneurisma cerebral, graças a Deus, bem sucedida.

Ainda em 2007, descobriu-se que a casa onde residem as Irmãs não é propriedade do hospital, mas sim da paróquia. Por isso o novo pároco resolveu cobrar aluguel da casa ou, em troca, meio turno de trabalho de uma delas na secretaria paroquial. Foi assim por algum tempo. Em seguida, porém, o pároco vendeu a casa. A Província, então, teve que providenciar um terreno e construir uma nova. Em fevereiro de 2008, foi adquirido o novo terreno e logo se deu início aos encaminhamentos para a construção.dl4

Celebramos festivamente, no dia 22 de junho de 2008, o encerramento do ano jubilar, com a participação de Irmãs das comunidades vizinhas e do povo doislajeadense. Entramos em comunhão com a reeleição da Superiora Provincial, Ir. Marisa Inêz Mosena, recebendo a notícia no dia 15 de outubro. Participamos também, nesse referido ano, de cursos de treinamento para atualização profissional para, assim, melhor servirmos ao povo.

Em 2009, acolhemos a nova superiora da comunidade, Ir. Luísa Cavalli. A construção anda em ritmo acelerado, estando já em fase de conclusão, para que em setembro possamos habitá-la.

Há alguns anos uma Irmã se dedica quase exclusivamente ao serviço e visitas a domicílio na cidade, realizando um trabalho de pastoral e assistência muito bom e solicitado pelo povo.

E, nesses 60 anos de presença das Irmãs no Brasil, a nossa comunidade se alegra por ter contribuído com 51 anos de vida e missão, “implorando bênçãos e graças para esta terra de um povo tão bom”.

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